O humanismo secular é uma postura filosófica (alternativamente conhecido por alguns adeptos como “Humanismo”, especificamente com H maiúsculo para distingui-la de outras formas de humanismo) que abraça a razão humana, a ética, a justiça social e o naturalismo filosófico, enquanto rejeitando especificamente o dogma religioso, sobrenatural, pseudociência ou superstição como a base da moralidade e de tomada de decisão.

Ele postula que os seres humanos são capazes de ser éticos e morais sem religião ou sem um deus. Isso não significa, no entanto, supor que os seres humanos são inerentemente maus ou bons por natureza, nem que os seres humanos são superiores à natureza. Pelo contrário, a postura de vida humanista enfatiza a responsabilidade única que a humanidade enfrenta e as consequências éticas das decisões humanas. Fundamental para o conceito de humanismo secular é o ponto de vista fortemente defendido de que a ideologia, seja ela religiosa ou política, tem de ser cuidadosamente examinada por cada indivíduo e não simplesmente aceita ou rejeitada na fé. Junto com isso, uma parte essencial do humanismo secular é uma busca contínua da verdade, principalmente através da ciência e da filosofia. Humanistas derivam seus códigos morais de uma filosofia do utilitarismo, naturalismo ético ou ética evolucionista, e alguns defendem uma ciência da moralidade.

Código de ética

  • Uso da razão, da filosofia, do método científico e da evidência factual em lugar de fé ou de misticismo, na busca de soluções e respostas para as questões humanas mais importantes.
  • Compreensão de que dogmas, ideologias e tradições religiosas, políticas ou sociais devem ser discutidos, avaliados e testados, e não simplesmente aceitos por questão de paixão ou fé.
  • Busca da satisfação, do desenvolvimento e da criatividade, para o indivíduo e para a humanidade em geral.
  • Preocupação com a vida real e o compromisso de dotá-la de propósito através de um melhor conhecimento de quem somos, de nossa história, das nossas conquistas intelectuais e artísticas e pelo interesse acerca das perspectivas daqueles que diferem de nós.
  • Busca por princípios viáveis de conduta ética (tanto individuais quanto sociais e políticas), julgando-os por sua capacidade de melhorar o bem-estar humano e a responsabilidade individual.
  • Busca constante pelo melhor entendimento do mundo, levando em consideração que o conhecimento acerca da realidade é dificilmente preenchido, pois este pode ser ampliado através de novas experiências.
  • Entendimento de que com o uso da razão e do exercício da empatia e tolerância pode-se progredir na construção de um mundo melhor.