As cidades, intituladas de selva de cimento onde uma simples árvore plantada num passeio pode ser um brilho de luz natural no meio da escuridão criada pelo homem.  Já há muito que nos esquecemos das nossas raízes, perdemos o foco da nossa essência à procura de uma felicidade superficial. Internamente ligados, eternamente. Pensamos em conjunto, mas somos obrigados a agir sozinhos dependentes do mais primórdio dos instintos: a sobrevivência.

Em tempos o homem mais forte era o líder e afirmava-se pelo seu poder físico ou pela espada, nestes dias, onde o conhecimento é poder, a força, é a arma do mais fracos.

Assim sendo estamos apenas dependentes de nós mesmos para resistir ao sistema hierárquico da sociedade onde o dinheiro é o principal fator de seleção, a resistência tem de ser racional e moldada pela experiência e sabedoria de o ser humano, não pela violência e ganância inconsciente.

Se acreditarmos que estamos todos aqui por alguma razão e que todos temos uma função a desempenhar neste planeta assim poderemos realmente pensar em desenvolvimento que seja em sociedade ou em espécie pois se temos os recursos ao nosso dispor porque não utilizá-los de uma forma justa para um bem comum, pois nenhum cidadão merece ter tudo e nenhum coitado merece ter nada. É como se cada um de nós fosse uma pequena peça fundamental deste mecanismo universal que aos poucos vai aprendendo a andar e a pensar.

Mas enquanto uns puxam para um lado, outros puxam para o outro e já não há meio que encontre a estabilidade. Na balança do valor ($) e dos valores, é o valor do dinheiro o que pesa mais, pois o egoísmo fala mais alto que a generosidade. Infelizmente nada é de borla, tudo tem um preço e num mundo sem dinheiro teria de haveria outra moeda de troca pois como as leis do universo ditam para toda ação há uma reação e para todo o problema existe uma solução e na maioria das vezes a que parece mais fácil tende a complicar.

Não podemos voltar atrás mas se a vida são ciclos então devemos continuar a olhar em frente, aprender e tentar remediar aos poucos os erros do passado para que num futuro próximo possamos viver num mundo onde o dinheiro não seja um fator determinante para a evolução do homem e da sociedade e finalmente possamos viver para além do nosso potencial de gerar dinheiro.