Movimento zeitgeist Bertioga z

 

O Movimento Zeitgeist é um grupo explicitamente não-violento em defesa da sustentabilidade global, atualmente trabalhando em mais de 1000 capítulos regionais, em cerca de 70 países, ao redor do mundo. A estrutura básica do movimento consiste em Capítulos, Equipes, Projetos e Eventos. Em geral, os capítulos são essencialmente o que define o movimento, e cada capítulo funciona não só para difundir as raízes de nossos problemas sociais atuais, mas também para expressar soluções lógicas e métodos científicos que temos a nossa disposição para superar o atual sistema social, criando uma sociedade global verdadeiramente pacífica, responsável e sustentável.

Trabalhando através de projetos globais e regionais de educação e programas comunitários, o objetivo intermediário é a obtenção de um movimento mundial, essencialmente unificando as pessoas, independentemente de religião, país ou partido político, com um valor de identificação comum que todos nós invariavelmente partilhamos, pertencente à nossa sobrevivência e à sustentabilidade.

O movimento pressupõe que a pressão da educação e do ativismo gerado, juntamente com o sistema social fracassado, irão inibir e substituir as instituições políticas, comerciais e nacionalistas estabelecidas, expondo e resolvendo as falhas inerentes. É nossa opinião que os meios tradicionais da política e do comércio, como forças de mudança, não irão obter as metas necessárias para tornar o nosso sistema social sustentável e humano, pois estes nascem da mesma lógica falha que criou os problemas tais como estão.

A meta de transição, uma vez que tal presença e pressão globais forem obtidas, é a implementação de um modelo econômico que siga uma linha de pensamento verdadeiramente científica com relação aos fatores técnicos que permitam a predisposição humana, saúde pública e responsabilidade ambiental ao longo de gerações. Este novo modelo, uma vez que é baseado na Gestão de Recursos e na Lei Natural (Ciência) como o ponto de partida lógico para todas as decisões e processos, é muitas vezes referido como um “Modelo de Economia Baseado em Recursos” (“MEBR”). No entanto, a realização desta direção não é a de uma instituição, mas de uma linha de pensamento – a linha de pensamento de, objetivamente, aplicar o método científico para o interesse social, permitindo que seu aparecimento natural floresça sem limitações, à medida em que novas eficiências se apresentem.

 

Observações Gerais

Na visão do Movimento, a sociedade de hoje tem se tornado cada vez mais distanciada do mundo físico, com técnicas de produção, distribuição e organização social que têm pouca ou nenhuma relação com o meio-ambiente ou com o estado atual do conhecimento científico, no que diz respeito à saúde pública e à sustentabilidade.

 

Consumo Cíclico

Por exemplo, nosso uso de um sistema monetário baseado no lucro e orientado ao “crescimento” tornou-se um dos maiores destruidores do mundo natural e de valores humanos sustentáveis. A economia global, como um todo, exige “consumo cíclico” para funcionar, o que significa que o dinheiro deve estar constantemente em circulação. Assim, novos bens e serviços devem ser constantemente introduzidos, independentemente da situação do meio-ambiente e da real necessidade humana. Esta abordagem “perpétua” tem uma falha fatal quanto aos recursos que, como sabemos, simplesmente não são infinitos. Recursos são finitos e a Terra é, essencialmente, um sistema fechado. Assumir a necessidade de consumo constante como forma de manter as pessoas empregadas e, assim, manter a continuidade do sistema de mercado, é “eco-cídio” em um planeta finito. O verdadeiro objetivo de uma economia, por definição, é preservar e criar eficiência estrategicamente. O sistema atual exige o oposto.

 

Crescimento Infinito

O modelo de mercado monetário é baseado no dinheiro sendo tratado como uma mercadoria e originando-se de uma dívida; vendido para rendimento de juros. Isso é um “Esquema Ponzi”. Cada vez que esta mercadoria (dinheiro) é vendida (empréstimos bancários) precisa ser paga (dívida) acrescida de dinheiro cobrado como taxa de lucro (juros). O problema é que o valor dos juros necessários para liquidar a dívida não existe na oferta imediata de dinheiro. Em outras palavras, Falência e Moratória não são subprodutos, são inevitáveis, já que há sempre mais dívida do que dinheiro disponível. Isso cria uma escassez monetária grave e desigual, que oprime muitas pessoas em muitos níveis.

 

O Valor da Escassez

Da mesma forma, as intenções inerentes ao sistema monetário buscam obter uma vantagem estratégica da escassez. Isto significa que recursos esgotados são, na verdade, uma coisa positiva para a indústria no curto prazo, pois pode-se fazer mais dinheiro por cada unidade ofertada. Isso está no contexto da lei monetária da Oferta e Procura e, portanto, do “Valor” para a economia. Isso cria um reforço perverso para que se ignore os problemas ambientais e as consequências negativas que criam a escassez, para não mencionar o reforço da privação humana tecnicamente desnecessária. Este sistema não satisfaz, nem pode satisfazer, as necessidades de muitos, pois não é financeiramente eficiente satisfazê-las.

 

Problemas/Ineficiência = Lucro

De forma similar, o sistema também requer problemas e interesse constante dos consumidores para funcionar. Quanto mais pessoas têm câncer ou carros que quebram, melhor para a economia por conta do atendimento a estes problemas. É desnecessário dizer que isto também gera um inerente desrespeito ao bem estar humano e ao meio ambiente. Sustentabilidade, eficiência e preservação são os inimigos deste modelo.

 

Eficiência de Custo & Obsolescência Irresponsável

E ainda há o mecanismo de Eficiência de Custo, que exige o corte de despesas para permanecer “competitivo” no mercado. Cada produto criado por uma empresa, hoje, é imediatamente projetado de forma inferior para atender à exigência do mercado, de redução dos custos de criação, em prol de um “preço de compra” menor. Para se manter uma vantagem competitiva, automaticamente, reduz-se a qualidade de um determinado item. É impossível criar o “estrategicamente melhor”; qualquer coisa duradoura em nossa sociedade se traduz em quantidades exorbitantes de desperdício de recursos e de tempo. Da mesma forma, este mesmo mecanismo também está reforçando o desrespeito, a exaustão e a poluição do meio-ambiente, o que vemos como uma constante no mundo de hoje, entre outras questões.

 

Desperdício e Opressão dos Recursos Humanos

Quanto às profissões de hoje, precisamos nos perguntar qual é o objetivo de determinada convergência e por que são necessárias. O fato é que a maioria dos empregos da atualidade não estão diretamente relacionados às necessidades reais da vida. Ao invés disto, a maioria deles são criações artificiais a fim de que se mantenham as pessoas empregadas para que possam manter o poder de compra, em um ambiente onde a tecnologia continua a se expandir, de forma exponencial, substituindo os seres humanos como força de produção.

É comum na política de hoje ouvir declaração sobre “criação de empregos”. Bem, em teoria, poderia ser criado um emprego em que as pessoas são pagas para sentar em uma sala e testar gomas de mascar durante todo o dia, todos os dias … mas isto é um uso viável da mente humana? Será que devemos relegar a nossa capacidade mental a qualquer simples “trabalho” por meras razões “econômicas”, independentemente do que ele realmente contribua para o desenvolvimento da pessoa e/ou sociedade? Isto se torna ainda mais grotesco à luz da razão, quando percebemos que a mecanização não só nos liberta do trabalho, como é, na verdade, mais eficiente e produtiva por conta do avanço exponencial da ciência e da tecnologia.

Em outro nível, a realidade de que cada ser humano é posto em uma posição de servidão perante uma empresa ou cliente, a fim de obter renda para comprar o necessário à sua vida, não só perpetua o desperdício da mente e da vida humanas, mas também é uma forma de opressão – escravidão. Se combinarmos, o já mencionado “Crescimento Infinito”, referido acima, em relação à pressão da dívida criada neste sistema, vemos que a combinação do desequilíbrio da dívida garantida e da obrigação de se submeter ao trabalho, independentemente de sua finalidade ou efeito, a fim de se obter renda monetária para a sobrevivência, é uma forma estrutural de opressão contra as classes mais baixas (que detêm a maior parte da dívida e necessitam de mais renda).

Como se observa, os avanços na ciência e tecnologia têm mostrado que podemos automatizar muitos segmentos. Quanto mais aplicarmos mecanização do trabalho, mais as coisas se tornam produtivas. Portanto, não é só negligente para nós desperdiçamos nossas vidas servindo mesas, trabalhando em uma estação de ônibus, consertando carros, ou outros trabalhos repetitivos e monótonos, como é, também, totalmente irresponsável não aplicarmos modernas técnicas de mecanização a todas as indústrias possíveis, além de gestão estratégica de recursos; esta é uma maneira poderosa de se alcançar o equilíbrio e a abundância para todos os povos do mundo, reduzindo os desequilíbrios que geram o crime.

O fato é que o sistema de mercado não pode manter-se mais com qualquer integridade viável, pois corporações irão continuar a poupar dinheiro através da automação, deslocando trabalho humano – o que também desloca o poder de compra, continuando a perda inevitável de “crescimento”, que define este sistema.

Em última análise, a sociedade atual tem, agora, acesso a tecnologias altamente avançadas e pode facilmente fornecer mais do que o suficiente para todas as pessoas da Terra. Isto é possível através da implementação de uma economia baseada na gestão científica de recursos e na aplicação de métodos modernos. Este é o propósito do Movimento Zeitgeist – criar uma consciência global para, assim, transitar para uma nova direção sustentável para a humanidade como um todo.

 

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